03/07/2009 - 07h22
Da Redação da TV Claret
Uma quadrilha de estelionatários foi presa na manhã desta quinta-feira (2) no município de Itápolis, distante 359 quilômetros de São Paulo. Os quatro acusados aplicavam o já famoso “golpe do bilhete premiado” e foram reconhecidos por pessoas que caíram no golpe. Com eles, a polícia apreendeu dinheiro, cartões bancários e aparelhos celulares.
Policiais militares de Itápolis receberam uma denúncia anônima de que algumas pessoas suspeitas estariam no centro da cidade, em um Golf, tentando aplicar o golpe do bilhete premiado. Com as informações do veículo, a polícia passou a efetuar buscas e encontrou o carro na esquina da rua Ricieri Vessoni com a avenida Julio A. Mal.
Na abordagem, os policiais encontraram grande quantidade de dinheiro, diversos cartões bancários e aparelhos celulares. Foram presos o vendedor J.R.D., 39 anos, o empreiteiro E.S.B., 37 anos, o serralheiro A.C.F., 33 anos e a artesã C.C.S., 37 anos. Todos foram encaminhados para a Delegacia de Itápolis, onde foram imediatamente reconhecidos por uma das vítimas do golpe.
Todos foram indiciados por estelionato e formação de quadrilha. Outras vítimas do golpe compareceram na delegacia e também reconheceram os acusados. Os homens presos foram encaminhados para a Cadeia Pública de Rincão e a mulher para a Cadeia Pública de Fernando Prestes. A polícia continua investigando o caso e espera que outras possíveis vítimas compareçam à delegacia.
O golpe do bilhete
O golpista simula ser uma pessoa humilde e tenta vender um "bilhete premiado" (Quina ou Mega-Sena) à vítima, normalmente uma pessoa idosa. Durante a conversa, o comparsa aparece e se oferece para ajudar a confirmar se o bilhete tem algum valor. Ele faz um telefonema e diz que está ligando para uma lotérica ou para um funcionário da Caixa. Do outro lado da linha, outro golpista confirma o prêmio.
A primeira pessoa diz que está com pressa, pois precisa voltar para casa ou ir a um hospital, para apressar a negociação. O segundo, então, oferece parte do dinheiro para comprar o bilhete, mostrando um maço de papel, com algumas notas por cima, e sugere à vítima que complete o valor. A pessoa, na tentativa de fazer um bom negócio, consegue a quantia dita pelo golpista. No final fica com o bilhete sem valor.
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